sexta-feira, 5 de março de 2010

STJ promove "sortido" de Súmulas.

Enunciados das demais súmulas:

Súmula 417 — projeto da ministra Eliana Calmon: “Na execução civil, a penhora de dinheiro na ordem de nomeação de bens não tem caráter absoluto”.

Súmula 418 — projeto do ministro Luiz Fux: "é inadmissível o Recurso Especial interposto antes da publicação do acórdão dos embargos de declaração, sem posterior ratificação”.

Súmula 419 — projeto do ministro Felix Fischer: “Descabe a prisão civil do depositário judicial infiel”.

Súmula 420 — projeto do ministro Aldir Passarinho Junior: “Incabível, em embargos de divergência, discutir o valor de indenização por danos morais”.

Súmula 421 — projeto do ministro Fernando Gonçalves: “Os honorários advocatícios não são devidos à Defensoria Pública quando ela atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual pertença”.

Súmula 422 — projeto do ministro Aldir Passarinho Junior: “Os juros remuneratórios não estão limitados nos contratos vinculados ao Sistema Financeiro da Habitação.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Narrativa do amigo Cleber, vale a leitura!

Juiz NÃO é Deus!
Cheguei a uma equação interessante: Juiz + Arrogância = Certeza de ser Deus! A cada dia que passa me convenço que essa fórmula está se consolidando cada vez mais em nosso Judiciário! Juízes já não querem mais atender advogados! Pouco se importam com horários! Desafio alguém a encontrar os magistrados em seus gabinetes no período matutino! Mais fácil "trombar" com eles em academias de ginástica e coisas do gênero! Mais grave a síndrome do "deusismo" quando se soma os fatores "Juiz Novo" e "Comarca Pequena"! Aí eles deitam e rolam! Tamanha a arrogância, que acham que podem dar voz de prisão a advogado durante a militância da defesa do Tribunal do Júri! Parece exagero? Não é! Ontem mesmo (02/03/2010), uma juíza quase juvenil, considerando sua idade e comportamento, achou que poderia alterar seu tom de voz com este blogueiro e advogado (somente nas horas vagas). Recebeu o que merecia, minha enérgica postura de repúdio, dizendo a "deusa" que se quisesse gritar, que o fizesse com seus pais, filhos ou alguém de sua família! Imediatamente a "deusa" solicitou a presença da honrosa força policial, pois se sentiu ofendida com minha postura de defesa intransigente das prerrogativas a mim concedidas! Desafiei-a a me dar voz de prisão daquele momento, mas teria que haver prisão com algemas e tudo o que um "preso" tem "direito"! Nesse exato momento a porção "humana" da vaidosa magistrada entendeu a besteira que praticara! Tornando-se à partir desse momento a mais dócil e encantadora magistrada que conheci! Relato este fato, não por vaidade, pois sou apenas mais um sofredor da ADVOCACIA! Relato o acontecimento para incentivar a todos os ADVOGADOS e CIDADÃOS a exigirem de nossos Juízes posturas mais parecidas com as nossas, pois ao contrário do que pensam, não residem no OLIMPO! São pobres e mortais seres, como nós. Se há direito a nosso favor, lutemos por ele! A qualquer custo! Contra quem for! Boa sorte!

quarta-feira, 3 de março de 2010

OAB do Pará será processada por juízes


OAB do Pará será processada por juízes

Ganhou repercussão nacional, nos últimos dias, as declarações da OAB-PA de que o magistrado paraense só trabalha três dias por semana. Uma equipe de advogados fez uma blitz pelas comarcas da capital e do interior do estado para verificar a presença dos juízes no local de trabalho. O relatório final apontou 60% dos juízes faltosos. A Associação dos Magistrados do Estado do Pará afirma que o dado não condiz com a realidade e que, para comprovar, tem um relatório com as audiências feitas pelos juízes no dia da blitz.

Na última segunda-feira (1º/3), mais de 70 juízes se reuniram em assembleia geral extraordinária convocada pela Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa) e decidiram entrar com Ação Civil contra a OAB-PA. A decisão já foi encaminhada à assessoria jurídica da entidade, que pretende tomar as medidas necessárias para o ajuizamento coletivo da ação. A Amepa ressalta que nada impede que cada juiz entre com uma ação individual contra a OAB.

Indignados, os juízes que participaram da assembleia garantiram que a blitz feita pela OAB-PA não tem legitimidade, pois os magistrados de várias comarcas mencionadas pela OAB enviaram à presidência da associação e à Corregedoria do Tribunal de Justiça do Pará o relatório de audiências feitas durante o dia da blitz. O presidente da Amepa, juiz Paulo Vieira, reafirmou que a atitude do presidente da OAB-PA foi impensada. “Não é atribuição da OAB fiscalizar o Judiciário, isso prejudica a relação dos magistrados e advogados”, disparou o Vieira.

O Tribunal de Justiça, por meio da Corregedoria de Justiça das Comarcas do interior e da capital, deu prazo de dois dias para que o presidente da OAB, Jarbas Vasconcelos do Carmo, encaminhe os nomes dos juízes ausentes, segundo apontou a blitz da OAB. No entanto, o presidente disse não ter os nomes. Segundo ele, a entidade quis apenas ajudar o Judiciário a melhorar o Judiciário. “Não é desta forma, intimidando, vigiando, agredindo moralmente o juiz, que vamos melhorar a prestação jurisdicional”, disse o presidente da Amepa.

Dois representantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), coordenador das Justiças Estaduais, juiz Eugênio Couto Terra, e o secretário geral adjunto e membro da comissão de prerrogativas da entidade nacional, participaram da assembleia em solidariedade aos magistrados paraenses. Terra lembrou que o juiz não é obrigado a cumprir horário, tampouco expediente. “Os juízes são juízes 24 horas por dia e, por isso, podem trabalhar em casa, ou às vezes, precisam se deslocar para outros locais, acumulam mais de duas comarcas”, completou o magistrado.

O presidente da OAB paraense foi procurado, mas não se manifestou porque estava em reunião para discutir a polêmica. Uma coletiva marcada para às 15h, desta terça-feira (2/3), Jarbas Vasconcelos do Carmo falará sobre a reação dos juízes.

terça-feira, 2 de março de 2010

Deixando um pouco de lado o Ministro Gilmar e o CNJ, sobrou para a loirinha....

Cliente chamada de 'loirinha peituda' quer usar indenização em nova prótese Andréia tinha implante de 200 ml, agora tem 300 ml mas quer pôr 400 ml. Lanchonete, que pode recorrer, terá que pagar R$ 1,5 mil.

Tássia Thum Do G1, no Rio

A vendedora que ganhou uma indenização de R$ 1,5 mil por ter sido chamada de “loirinha peituda” por funcionários de uma lanchonete de um shopping da Zona Norte do Rio lamentou que o dinheiro ganho por decisão da justiça não seja suficiente para cobrir os gastos com uma nova prótese de silicone. Só dá para a entrada, ela calcula.

Na época, há três anos, Andréia Rodrigues de Souza tinha implantes de 200 ml, mas já fez outro, trocando por 300 ml, que, agora, pretende mudar para próteses de 400 ml.

“Acho que deveria ter recebido até mais de indenização porque fiquei muito constrangida com toda a situação. Agora já tenho planos do que fazer com o dinheiro. Vou dar entrada para colocar uma nova prótese de silicone”, planeja.

Andréia tem 37 anos, um filho de 16 anos e namorado. Quando houve o incidente na lanchonete, ela namorava um lutador e pediu que ele não se envolvesse no caso.
A decisão do TJ-RJ

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) condenou a rede de lanchonetes a Bibi Sucos a pagar R$ 1,5 mil de indenização a Andréia, chamada de “loirinha peituda” numa comanda interna. O caso aconteceu numa filial da Zona Norte, e a empresa pode recorrer.

A autora contou no processo que ficou sem entender porque funcionários da Bibi Sucos riam dela e conseguiu provar que sofreu constrangimento através de uma comanda interna da loja, onde estava escrito: “loirinha peituda”.

“Tratou-se, evidentemente, de situação em que a autora da ação foi desrespeitada e exposta a gracejo indesejável, que extravasou a seara do mero aborrecimento”, escreveu em sua decisão a desembargadora Vera Maria Van Hombeeck, da 1ª Câmara Cível do TJ-RJ.

segunda-feira, 1 de março de 2010

God save the King!

Juízes não podem deixar de cumprir resoluções do CNJ

Por Eurico Batista

Os juízes de primeira instância e os tribunais não podem deixar de cumprir as resoluções do Conselho Nacional de Justiça, que tem competência absoluta estabelecida pela Emenda Constitucional 45. A afirmação, que tem provocado muita discussão no Judiciário, é do conselheiro Marcelo Rossi Nobre. Para ele, “o constituinte deu competência absoluta ao CNJ, é o órgão que decide e dá as diretrizes administrativas para o Judiciário nacional e assim deve ser cumprido”.

Representante da Câmara dos Deputados, Marcelo Nobre ingressou no CNJ em março de 2008 e seu mandato vai até o próximo dia 26 de março. Foi escolhido por meio de voto secreto e recebeu 70% dos votos dos 513 deputados federais. Sua participação foi a convite do presidente da Câmara à época, deputado Arlindo Chinalia (PT-SP), e de vários lideres partidários, inclusive do PMDB, Michael Temer, atual presidente, que o convidou para continuar no Conselho. “Não inventei a minha candidatura, foi um convite e acho que não tem outra forma de se chegar pela maior base eleitoral no CNJ, que soma mais que o dobro da base de todos os outros conselheiros”, disse.

Marcelo Nobre é advogado há 15 anos, pós-graduado em Direito Societário pela Escola de Direito da Faculdade Getúlio Vargas. Foi estagiário por um ano no escritório de advocacia de seu pai, o ex-deputado federal Freitas Nobre, que foi o mais intransigente defensor da liberdade de expressão no auge da ditadura militar, como integrante da ala “autêntica” do MDB, à época em que o partido era uma confederação de tendências políticas agrupadas na oposição ao regime militar. Freitas Nobre morreu em 1990.

O filho, Marcelo Nobre, formou-se em 1995, assumiu e ampliou a empresa do pai, que há 62 anos é instalada em São Paulo com o mesmo número de telefone. “Política é destino e o destino ainda não me chamou”, disse Marcelo Nobre sobre seguir a carreira política do pai, que foi o vereador proporcionalmente mais votado na história de São Paulo. “Confesso que não descarto essa hipótese, porque eu não luto contra o destino. Eu jamais imaginava estar no CNJ e estou. É destino”, disse.

Entre a segunda e a terceira composição do CNJ, Marcelo Nobre ficou durante 60 dias como único conselheiro, além do presidente Gilmar Mendes (STF) e do corregedor, ministro Gilson Dipp (STJ). Ele havia entrado dois meses após a segunda formação do Conselho e seu mandato se estendeu, tendo trabalhado sozinho. “O presidente ficou com as atribuições da presidência, o corregedor com as suas atribuições e eu fiquei sozinho com as atribuições de todos os conselheiros, tudo vinha para mim”, contou o conselheiro, que se entusiasma com a atuação do CNJ.

Na semana passada, o CNJ afastou onze magistrados, dez da cúpula do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e um do Tribunal de Justiça do Amazonas. Em entrevista à revista Consultor Jurídico, Marcelo Nobre disse que a decisão do CNJ não significa uma fase de “caça às bruxas” no Judiciário, mas ele garante que o órgão “vai continuar levantando todos os aspectos dos tribunais, tanto negativos quanto positivos. Se nos negativos se apurar desvios, condutas incompatíveis com o exercício da função, não há outra coisa a fazer, senão aplicar a lei”, disse.

O conselheiro revela que ficou chocado com o fato, mas entende que o CNJ “não pode fraquejar. Quando a gente vê, pela provas, que alguém que está no serviço público, em razão dessas provas, não tem a menor condição de prestar o serviço público, nós temos que agir”, afirmou.